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Trump relaciona guerra contra o Irã à resposta americana ao terrorismo em cerimônia de 11 de Setembro

Presidente dos Estados Unidos participou da cerimônia pelos 25 anos dos atentados no Pentágono e afirmou que o país “nunca, jamais” esquecerá as vítimas; em Nova York, JD Vance representou o governo no memorial do antigo World Trade Center

Trump relaciona guerra contra o Irã à resposta americana ao terrorismo em cerimônia de 11 de Setembro
Donald Trump discursa durante a cerimônia de 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, no Pentágono, em Washington, DC — Foto: Jim Watson/ AFP

Por Prime Rádio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relacionou nesta sexta-feira (11) a atual guerra contra o Irã à resposta americana aos atentados de 11 de setembro de 2001. A declaração ocorreu durante a cerimônia que marcou os 25 anos dos ataques no Pentágono, em Arlington, na Virgínia.




Trump afirmou que os Estados Unidos não esquecerão as vítimas dos atentados e associou a lembrança do 11 de Setembro à atuação militar americana atualmente. “Nunca, jamais esqueceremos. É por isso que lutamos hoje. Não temos escolha”, declarou o presidente durante o discurso.


Durante a cerimônia, Trump também mencionou os militares que atuam no conflito com o Irã e afirmou que eles trabalham para impedir que o país obtenha uma arma nuclear. O presidente classificou a República Islâmica do Irã como o “principal patrocinador do terrorismo” e disse que os Estados Unidos pretendem impedir que Teerã desenvolva capacidade nuclear militar.


A fala ocorreu no mesmo evento em que foram homenageadas as 184 pessoas que morreram quando o voo 77 da American Airlines atingiu o Pentágono em 11 de setembro de 2001. Os nomes das vítimas foram lidos durante a cerimônia, acompanhados pelo toque de um sino. Uma grande bandeira americana também foi aberta sobre a área do edifício atingida pelo avião sequestrado.


O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também discursou no Pentágono e estabeleceu uma relação entre os atentados de 2001 e o atual conflito com o Irã. Segundo a Associated Press, Hegseth afirmou que o regime iraniano teria apoiado ataques contra americanos ao longo de décadas e defendeu a ofensiva militar em curso.


A escolha de Trump pelo Pentágono marcou sua participação na programação oficial deste 25º aniversário. O presidente não esteve na cerimônia realizada em Nova York, no local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center. O vice-presidente JD Vance representou o governo americano no memorial de Manhattan, ao lado de familiares de vítimas e de quatro ex-presidentes dos Estados Unidos.


Em Nova York, familiares fizeram a leitura dos nomes das 2.977 pessoas mortas nos ataques de 11 de setembro. A cerimônia começou às 8h46, horário local, momento em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte do World Trade Center. Também houve momentos de silêncio para marcar os demais impactos e o colapso das torres. Pela primeira vez, um momento adicional foi dedicado às pessoas que morreram posteriormente em decorrência de doenças relacionadas à exposição à poeira tóxica dos atentados.


Os ataques de 11 de setembro de 2001 foram realizados pela rede extremista Al-Qaeda. Aviões sequestrados atingiram as duas torres do World Trade Center, o Pentágono e, no caso do voo 93, uma área na Pensilvânia. Ao todo, 2.977 pessoas morreram nos ataques, segundo a contagem utilizada nas cerimônias deste ano. O episódio alterou profundamente a política externa e de segurança dos Estados Unidos e deu início à chamada “guerra ao terror”, que incluiu a invasão do Afeganistão e, posteriormente, a guerra do Iraque.


Ao utilizar a cerimônia no Pentágono para defender a atual política americana em relação ao Irã, Trump apresentou o conflito como parte da continuidade da luta dos Estados Unidos contra o terrorismo. A relação entre os acontecimentos de 2001 e a atual guerra foi também destacada por Hegseth durante o mesmo evento.


Fontes consultadas: Associated Press (AP); Reuters; UOL Notícias.