Haddad defende afastamento de integrantes do STF que cometerem irregularidades
Ex-ministro da Fazenda afirmou que a instituição deve ser preservada e que eventuais condutas inadequadas devem ser apuradas com transparência
11/09/2026 14:05
Por Prime Rádio - O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu nesta sexta-feira (11) que integrantes de instituições públicas que cometerem irregularidades sejam afastados de suas funções. Ao comentar a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), Haddad afirmou que, se houver problemas na Corte, devem ser retirados aqueles responsáveis pelas condutas consideradas inadequadas, e não a instituição como um todo.
A declaração foi feita durante uma sabatina na Rádio Pop Aparecida. Sem citar nominalmente nenhum ministro do Supremo, Haddad afirmou que acredita nas instituições e que o fortalecimento delas passa pela responsabilização individual de quem cometer erros ou irregularidades.
“Se o Supremo está errado, tira do Supremo quem está criando problema para o Supremo”, afirmou o petista. Na sequência, ele fez uma comparação com a Polícia Federal e outras instituições públicas, defendendo que eventuais desvios sejam tratados individualmente.
Haddad resumiu sua posição ao defender a retirada do que chamou de “laranja podre” das instituições. Segundo ele, a existência de integrantes sob suspeita não deveria levar à deslegitimação de toda uma corporação.
“Eu acredito muito nas instituições. E eu acredito no fortalecimento das instituições, tirando a laranja podre de dentro delas”, declarou.
O ex-ministro também defendeu maior transparência nas investigações relacionadas à crise recente envolvendo o STF. Segundo Haddad, a publicidade dos procedimentos e a liberdade para que as autoridades policiais conduzam investigações são mecanismos importantes para preservar a credibilidade das instituições.
A manifestação ocorre em meio a uma crise envolvendo integrantes do Supremo, a Polícia Federal e investigações relacionadas ao caso do Banco Master. Nos últimos dias, decisões de ministros da Corte provocaram disputas sobre o afastamento e posterior retorno do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O episódio também aumentou a pressão por maior transparência e por uma atuação coordenada do tribunal.
Em entrevista concedida ao SBT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comentou a crise. O presidente afirmou que, caso ministros do STF tenham cometido irregularidades no caso do Banco Master, devem responder conforme a lei. Lula ainda elogiou o presidente da Corte, Edson Fachin, por medidas adotadas durante o episódio e defendeu a discussão sobre possíveis mandatos para ministros do Supremo.
Haddad, por sua vez, não apresentou durante a sabatina uma proposta específica de alteração na composição do STF. Sua declaração foi apresentada como uma defesa da responsabilização individual de agentes públicos e do fortalecimento das instituições por meio de mecanismos de investigação e transparência.
O candidato também abordou propostas para São Paulo durante a sabatina e defendeu maior cooperação entre o governo estadual e o governo federal para a realização de obras de infraestrutura, citando o projeto do túnel entre Santos e Guarujá e futuras ligações ferroviárias intercidades.
Fontes: BOL/UOL, Folha de S.Paulo e Supremo Tribunal Federal.

