cover
Tocando Agora:

CLIQUE E ACESSE O PRIME DIÁRIO  

Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado

Paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10); impasse nas negociações envolve reajuste, direitos trabalhistas e plano de saúde

Trabalhadores dos Correios entram em greve nacional por tempo indeterminado
No primeiro trimestre deste ano, os Correios registraram um rombo de R$ 3,1 bilhões — Foto: Marina Calderon/Agência O Globo

Por Prime Rádio - Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado na noite de quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em diferentes regiões do país, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) durante as negociações do acordo coletivo de trabalho.




Segundo informações divulgadas pela imprensa e por entidades sindicais, a mobilização teve início às 22h de quinta-feira em algumas bases. A decisão ocorreu após rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores, a direção dos Correios e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) terminarem sem um acordo.


Entre os principais pontos de divergência está o plano de saúde dos empregados. Os sindicatos são contrários a mudanças propostas pela empresa na condição dos Correios como mantenedora do benefício. A questão se tornou um dos principais obstáculos para o fechamento do acordo coletivo.


Os Correios, por sua vez, apresentaram uma proposta que, segundo a empresa, prevê reajuste correspondente a 100% do INPC para salários e benefícios, além da manutenção de 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo vigente e da preservação da assistência à saúde.


A realização das assembleias já havia sido prevista por sindicatos da categoria. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Paraíba (SINTECT-PB), por exemplo, convocou os empregados para avaliar a proposta apresentada pela ECT e deliberar sobre a deflagração de uma greve nacional a partir de 11 de setembro.


No Distrito Federal, o sindicato local informou que os trabalhadores aprovaram a paralisação em assembleia realizada na noite de quinta-feira. Entidades sindicais de outros estados também divulgaram decisões favoráveis à greve.


A paralisação ocorre em um momento de dificuldades financeiras para os Correios. A empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira. A estatal também busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, como parte de seu processo de reestruturação financeira.


Ainda não há previsão para o término da greve. A continuidade da paralisação dependerá do andamento das negociações entre os Correios e as entidades que representam os trabalhadores.


Fontes: Folha de S.Paulo; UOL; Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Distrito Federal (SINTECT-DF); Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Paraíba (SINTECT-PB).