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Ministro Marco Buzzi é citado em investigação sobre venda de sentenças no STJ após denúncias de assédio

Magistrado afirma não ter conhecimento do novo inquérito; apurações envolvem suspeitas de comercialização de decisões judiciais e denúncias de conduta inadequada

Ministro Marco Buzzi é citado em investigação sobre venda de sentenças no STJ após denúncias de assédio
Marco Buzzi, ministro do STJ — Foto: José Alberto/STJ

Por Prime Rádio - O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou a ser citado em uma investigação relacionada a suspeitas de venda de decisões judiciais na Corte, além de já ser alvo de apurações envolvendo denúncias de assédio. O magistrado afirmou que não tem conhecimento da investigação em curso e negou qualquer irregularidade.



As investigações sobre suposta negociação de decisões judiciais no STJ estão relacionadas à Operação Sisamnes, conduzida pela Polícia Federal e acompanhada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O caso apura suspeitas de acesso indevido a informações processuais, influência ilegal e possível comercialização de decisões envolvendo pessoas ligadas ao tribunal.

De acordo com informações divulgadas sobre o andamento das apurações, o caso envolve diferentes núcleos investigados e já resultou em denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra pessoas apontadas como participantes de um esquema de obtenção de vantagens financeiras em troca de interferência em decisões judiciais. Até o momento, as investigações seguem em andamento e não representam condenação dos envolvidos.

Além dessa apuração, Marco Buzzi também aparece em outro procedimento relacionado a denúncias de assédio e importunação sexual. Segundo relatos divulgados pela imprensa, as acusações levaram à abertura de procedimentos no âmbito do Judiciário. O ministro negou as acusações e afirmou que os fatos divulgados não correspondem à realidade.

O STJ e os órgãos responsáveis pelas investigações ainda não divulgaram detalhes completos sobre eventuais diligências envolvendo o ministro no novo inquérito. A defesa de Buzzi declarou que ele não foi informado oficialmente sobre a investigação relacionada à venda de sentenças.

As apurações fazem parte de uma série de investigações que têm levantado suspeitas sobre possíveis irregularidades envolvendo intermediários, servidores e pessoas com atuação próxima ao sistema judicial. As autoridades responsáveis destacam que os procedimentos têm como objetivo esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades individuais.


Fontes: Folha de S.Paulo / Nexo Jornal