Ambulantes da orla voltam a protestar em Copacabana contra operação Tolerância Zero
Manifestantes cobram diálogo com a Prefeitura do Rio enquanto fiscalização permanente na orla da Zona Sul continua sendo reforçada
23/07/2026 13:57
Por Prime Rádio - Vendedores ambulantes voltaram a realizar protestos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, contra a operação Tolerância Zero, iniciativa da Prefeitura do Rio voltada ao reforço da fiscalização sobre o comércio irregular nas praias da cidade. As manifestações têm ocorrido desde o início da implementação permanente da operação e refletem a insatisfação de parte da categoria com as novas medidas de ordenamento urbano.

Em um dos atos mais recentes, dezenas de ambulantes ocuparam duas faixas da Avenida Atlântica, no sentido Leme, provocando retenções no trânsito. A manifestação foi acompanhada por policiais militares e contou com a presença de motos elétricas utilizadas pelos trabalhadores para o transporte de mercadorias ao longo da orla. Durante o protesto, os participantes entoaram palavras de ordem como "queremos trabalhar", "somos trabalhadores, não criminosos" e "camelô não é ladrão".
Os protestos vêm se repetindo desde antes da entrada em vigor das novas regras. A categoria reivindica maior diálogo com a administração municipal e pede alternativas para que trabalhadores possam exercer suas atividades de forma regularizada. Representantes dos ambulantes afirmam defender a organização do comércio na orla, mas criticam a forma como a fiscalização vem sendo conduzida e solicitam ampliação do credenciamento para vendedores autorizados.
A operação Tolerância Zero foi iniciada com o objetivo de reforçar o combate ao comércio ambulante irregular, à ocupação indevida do espaço público e a práticas ilegais relacionadas à exploração de pontos de venda na orla da Zona Sul. A Prefeitura informou que mais de 300 agentes atuam diariamente em dezenas de pontos estratégicos entre o Leme e o Leblon, utilizando também drones e outros recursos de monitoramento para intensificar a fiscalização.
Segundo o município, a iniciativa busca combater cobranças ilegais pela utilização de pontos comerciais, impedir a atuação de organizações criminosas ligadas ao comércio irregular e proteger os ambulantes devidamente autorizados. A administração municipal sustenta que o programa pretende garantir maior organização do espaço público e mais segurança para moradores, turistas e comerciantes regularizados.
A implantação da operação também gerou repercussões na esfera jurídica. O Ministério Público Federal chegou a solicitar a suspensão do programa, enquanto a Prefeitura defendeu sua continuidade, alegando que as ações são necessárias para combater irregularidades e preservar a ordem pública. A discussão permanece em andamento, enquanto a fiscalização e os protestos seguem ocorrendo na orla carioca.

Fontes: O Dia / RJ2 / TV Globo / Tempo Real RJ
