Lula diz que aguardará manifestação de Trump sobre tarifaço antes de comentar: "Contra o Brasil, ninguém ganha mentindo"
Presidente afirma que prefere aguardar posicionamento do líder norte-americano; governo manteve as manifestações oficiais sobre o tema a cargo do Itamaraty e do vice-presidente Geraldo Alckmin
17/07/2026 17:04
Por Prime Rádio - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (17) que só irá se posicionar de forma mais ampla sobre o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos após uma manifestação pública do presidente norte-americano, Donald Trump. A declaração foi dada durante agenda oficial no Rio de Janeiro, dois dias após o anúncio das novas tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros.
Ao ser questionado por jornalistas, Lula explicou que optou por não tratar do assunto durante o evento para manter o foco na agenda voltada à saúde pública. Segundo o presidente, o momento era destinado à apresentação de ações do Sistema Único de Saúde (SUS), e não à discussão das medidas comerciais anunciadas por Washington.
"Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque nós vamos mostrar que, contra o Brasil, ninguém ganha mentindo", declarou o presidente.
Lula também ressaltou que a população brasileira "não será enganada", mas não detalhou quais pontos pretende abordar futuramente sobre a decisão do governo norte-americano.
Desde o anúncio das novas tarifas, o Palácio do Planalto tem concentrado as manifestações oficiais em outros integrantes do governo. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, passaram a conduzir as tratativas diplomáticas e econômicas relacionadas ao tema.
Alckmin vem defendendo a continuidade das negociações entre os dois países, enquanto o Itamaraty acompanha os desdobramentos diplomáticos da decisão norte-americana.
O anúncio das novas tarifas amplia a tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro avalia os impactos sobre setores exportadores e mantém diálogo com representantes da indústria e do agronegócio para analisar possíveis consequências econômicas.
Até o momento, o governo federal não anunciou medidas de retaliação às tarifas impostas pelos Estados Unidos, mantendo a estratégia de buscar uma solução por meio do diálogo diplomático e das negociações comerciais.
Fontes consultadas: UOL Notícias / Agência Brasil / Governo Federal

