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Pentágono anuncia exames anuais de testosterona para militares acima de 30 anos e gera debate nos EUA

Medida anunciada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, prevê triagem obrigatória para deficiência hormonal e reposição voluntária; especialistas e parlamentares questionam critérios e abrangência do programa.

Pentágono anuncia exames anuais de testosterona para militares acima de 30 anos e gera debate nos EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com o secretário de Defesa, Pete Hegseth, ao chegar à zona de pouso de campo da US Army War College, a caminho da Cúpula de Defesa e Inovação da Pensilvânia, em Carlisle, Pensilvânia, em 15 de julho de 2026 — Foto: SAUL LOEB / AFP

Por Prime Rádio - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) anunciou a implementação de um programa de triagem anual para deficiência de testosterona entre militares com 30 anos ou mais. A medida foi divulgada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que afirmou que a iniciativa busca garantir o "máximo desempenho" físico e mental das tropas.



De acordo com o anúncio, os exames passarão a integrar as avaliações médicas periódicas obrigatórias dos militares nessa faixa etária. Integrantes das Forças Armadas com menos de 30 anos também poderão realizar o teste de forma voluntária. Caso seja identificada deficiência hormonal, a reposição de testosterona será oferecida, mas a adesão ao tratamento não será obrigatória.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Hegseth afirmou que os níveis de testosterona tendem a diminuir naturalmente com o envelhecimento e que a iniciativa faz parte da estratégia para manter a prontidão operacional das tropas. Segundo ele, o objetivo é preservar a capacidade física, a resiliência e a saúde de longo prazo dos militares.

A decisão, no entanto, provocou reações de parlamentares democratas e de especialistas em saúde. Críticos questionam os critérios adotados para a triagem, a ausência de detalhes sobre os níveis considerados adequados para tratamento e a falta de esclarecimentos sobre como a política será aplicada às mulheres que integram as Forças Armadas. Também há especialistas que destacam que a reposição de testosterona costuma ser indicada apenas em casos de deficiência hormonal clinicamente confirmada, após avaliação médica específica.

O Pentágono ainda não divulgou informações detalhadas sobre os protocolos clínicos que serão utilizados, os parâmetros laboratoriais para diagnóstico nem o número estimado de militares que poderão ser beneficiados pelo programa.


Fontes consultadas: Associated Press / ABC News / The Wall Street Journal