Aliados de Eduardo Bolsonaro pressionam cúpula do PL por mudanças na pré-campanha de Flávio
Críticas à comunicação e à coordenação da campanha foram feitas por nomes ligados ao bolsonarismo, enquanto integrantes da equipe do senador afirmam que não pretendem responder aos ataques
08/07/2026 21:32
Prime Rádio - A pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro passou a enfrentar críticas públicas de aliados do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que têm pressionado a cúpula do Partido Liberal (PL) por mudanças na condução da campanha.

As manifestações partiram principalmente do ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fábio Wajngarten, do comentarista Paulo Figueiredo e do influenciador Kim Paim. Os três apontaram problemas na estratégia de comunicação, na organização e no planejamento da pré-campanha.
Em publicações nas redes sociais, Wajngarten afirmou que a campanha carece de agenda, comunicação e planejamento, além de defender alterações na equipe responsável pela coordenação. Entre as sugestões apresentadas, ele citou mudanças em cargos estratégicos e o retorno de profissionais que já atuaram em campanhas anteriores do grupo político.
Paulo Figueiredo também criticou a condução da comunicação, classificando a estratégia como um "desastre". Segundo ele, a campanha estaria excessivamente preocupada com a repercussão na imprensa e pouco voltada para mobilizar a base bolsonarista. Já Kim Paim afirmou que a equipe não tem produzido materiais suficientes para divulgar a pré-candidatura e fez críticas nominais a integrantes da coordenação da campanha.
Outro ponto levantado pelos críticos é a estratégia política adotada por Flávio Bolsonaro. Segundo eles, a tentativa de ampliar o diálogo com eleitores de centro estaria afastando a campanha das características consideradas tradicionais do bolsonarismo.
De acordo com informações publicadas pela imprensa, integrantes da equipe de Flávio Bolsonaro não responderam publicamente às críticas. Nos bastidores, pessoas ligadas à pré-campanha afirmaram, sob reserva, que as manifestações seriam motivadas por insatisfação de pessoas que atualmente não participam da coordenação e que não haverá reação oficial aos ataques. Também disseram não atribuir diretamente o movimento ao deputado Eduardo Bolsonaro.
As críticas surgem em um momento de articulações internas no PL e evidenciam divergências sobre a condução da pré-campanha presidencial da legenda para as eleições de 2026. Até o momento, a direção nacional do partido não anunciou mudanças na estrutura da campanha.

Fonte: Folha de S.Paulo / Diário do Comércio / Agência Folhapress
