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Entenda os principais pontos do referendo no Equadorv

Se o ‘Sim’ vencer, as emendas constitucionais entrarão em vigor assim que os resultados forem publicados no Diário Oficial

Entenda os principais pontos do referendo no Equadorv
Entenda os principais pontos do referendo no Equadorv (Foto: Reprodução)

Os equatorianos foram às urnas neste domingo (21) para votar em um refendo que pode reforças a segurança em meio a espiral de violência. As 11 perguntas formuladas pelo presidente do Equador, Daniel Noboa, visam a permitir a extradição de cidadãos, endurecer as penas contra o crime organizado e criar juizados especializados, entre outras medidas. As perguntas, às quais os equatorianos respondem “Sim” ou “Não”, procuram dar maior protagonismo às Forças Armadas no combate ao narcotráfico, que transformou o país em um centro estratégico de suas operações e desencadeou uma onda de violência. Atualmente, a Constituição determina que os militares são responsáveis pela defesa da soberania, enquanto a manutenção da ordem pública é de responsabilidade da polícia.


Se o “Sim” vencer no referendo, as emendas constitucionais entrarão em vigor assim que os resultados forem publicados no Diário Oficial. No caso da consulta popular, as propostas terão que ser debatidas e aprovadas pela Assembleia Nacional unicameral, onde a oposição é maioria, mas está dispersa. Alguns dos pontos-chave do referendo são:

  •  Permitir a extradição: A Constituição determina que, em nenhum caso, será concedida a extradição de cidadãos equatorianos. A emenda constitucional proposta se refere a crimes de terrorismo e contra a humanidade, com a condição de não se aplicar a pena de morte no país de destino.
  • Criar juizados especializados em matéria constitucional: Caso a medida seja aprovada, juízes especializados serão instalados em todo o país e decidirão exclusivamente em suas próprias jurisdições. No Equador, houve casos em que políticos e criminosos foram beneficiados por medidas de amparo concedidas por juízes de locais que não correspondiam aos processos.
  • Reconhecer a arbitragem internacional para solucionar conflitos comerciais e em investimentos: No governo do ex-presidente socialista Rafael Correa (2007-2017), o Equador encerrou os tratados bilaterais de investimento e se retirou de órgãos de arbitragem, como o Ciadi.
  • Estabelecer o contrato de trabalho a prazo fixo e por horas: O governo de Correa eliminou o trabalho por horas, considerando que ele precarizava as condições de trabalho. A iniciativa de Noboa para promover o emprego é rejeitada por setores sindicais e indígenas.

*Com informações da AFP


  • Por Jovem Pan
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  • 21/04/2024 21h04