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Estados Unidos retomam sanções contra Venezuela após candidatos de oposição serem bloqueados das eleições

Decisão faz com que a licença geral 44, que autoriza a produção e venda de petróleo e gás, perca validade a partir de quinta-feira (18)

Estados Unidos retomam sanções contra Venezuela após candidatos de oposição serem bloqueados das eleições
Estados Unidos retomam sanções contra Venezuela após candidatos de oposição serem bloqueados das eleições (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos decidiram não renovar a licença 444 que alivia as sanções sobre o petróleo e gás da Venezuela, anunciaram nesta quarta-feira (17) as autoridades. “Depois de uma revisão minuciosa da situação atual na Venezuela, os Estados Unidos determinaram que Nicolás Maduro e seus representantes não cumpriram plenamente os compromissos assumidos no acordo eleitoral” assinado com a oposição em outubro, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Mateus Miller. Portanto, a licença geral 44, que autoriza a produção e venda de petróleo e gás, “vencerá a 0h01 deste 18 de abril.” O Escritório para o Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), que responde ao Departamento do Tesouro, emitiu outra licença, a 44A, para “a liquidação de transações pendentes até 31 de maio”.


A decisão é uma punição ao presidente Nicolás Maduro por ter impedido que opositores disputem as eleições e prendido políticos e ativistas. O governo do presidente Joe Biden reconhece que “Maduro e seus representantes” honraram alguns compromissos, mas “impediram que a oposição democrática registrasse o candidato que escolheu, perseguiram e intimidaram opositores políticos e prenderam injustamente atores políticos e membros da sociedade civil”, disse Miller. Contudo, os norte-americanos também alertam que a retomada das sanções “não deve ser vista como uma decisão final, em que já não acreditamos que a Venezuela possa realizar eleições competitivas e inclusivas”, disse um funcionário americano, acrescentando que os Estados Unidos continuarão “interagindo com todas as partes, incluindo os representantes de Maduro, a oposição democrática, a sociedade civil e a comunidade internacional”.

Autoridades venezuelanas definiram um calendário eleitoral e concordaram com missões de observação internacionais nas eleições de 28 de julho, nas quais Maduro disputará o terceiro mandato. Mas “ficaram aquém em diversas áreas”, como “a inabilitação de candidatos e partidos por motivos técnicos”, afirmou hoje um funcionário americano, que não quis ser identificado.


*Com informações da AFP


  • Por Jovem Pan
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  • 17/04/2024 19h31