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Hezbollah rejeita proposta de cessar-fogo condicional no Líbano; Irã vincula acordo com EUA à retirada israelense

Grupo libanês exige trégua ampla e retirada total das forças israelenses, enquanto Teerã condiciona avanço diplomático ao encerramento das operações no território libanês

Hezbollah rejeita proposta de cessar-fogo condicional no Líbano; Irã vincula acordo com EUA à retirada israelense
Hezbollah rejeita proposta de cessar-fogo condicional no Líbano; Irã vincula acordo com EUA à retirada israelense (Foto: Reprodução)

Prime News


As negociações para uma nova tentativa de cessar-fogo no conflito envolvendo Israel e o Líbano enfrentaram um novo obstáculo nesta quinta-feira (4). O Hezbollah anunciou que rejeita a proposta de trégua apresentada no contexto das negociações mediadas pelos Estados Unidos, argumentando que o acordo não atende às exigências consideradas essenciais pelo grupo.



Em pronunciamento divulgado por meios ligados ao movimento, o líder do Hezbollah, Naim Qassem afirmou que o grupo não aceitará um cessar-fogo parcial ou condicionado e defendeu uma interrupção total das hostilidades acompanhada pela retirada das tropas israelenses do território libanês.

A proposta anunciada anteriormente previa medidas voltadas à redução dos confrontos na fronteira entre Israel e o Líbano, incluindo limitações às ações do Hezbollah e reorganização da presença militar na região. Autoridades libanesas chegaram a classificar o entendimento como uma oportunidade para tentar alcançar uma trégua mais ampla.

Paralelamente, o governo do Irã elevou o tom diplomático ao declarar que qualquer acordo com os Estados Unidos dependerá da implementação de um cessar-fogo efetivo no Líbano e da retirada das forças israelenses. Segundo declarações oficiais iranianas, o avanço das negociações está condicionado à redução das operações militares na região.

Até o momento, não houve anúncio de consenso entre as partes envolvidas. O cenário mantém incertezas sobre a possibilidade de estabilização no sul do Líbano e sobre os impactos das negociações na dinâmica regional do Oriente Médio.


Fontes utilizadas: Jovem Pan / Exame / SBT News / Reuters (via UOL)

AFP (via Correio do Povo)