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Comissão do governo Lula viaja aos EUA para discutir classificação de PCC e CV e apresentar propostas de cooperação

Grupo de parlamentares brasileiros pretende apresentar documento com sugestões de ações conjuntas contra o crime organizado e defender posição brasileira sobre o tema

Comissão do governo Lula viaja aos EUA para discutir classificação de PCC e CV e apresentar propostas de cooperação
Comissão do governo Lula viaja aos EUA para discutir classificação de PCC e CV e apresentar propostas de cooperação (Foto: Reprodução)

Prime News


Uma comissão ligada ao governo brasileiro iniciou agenda nos Estados Unidos para dialogar com autoridades norte-americanas sobre segurança pública e cooperação internacional no combate ao crime organizado, em meio à decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.



Segundo informações divulgadas por veículos nacionais e internacionais, representantes brasileiros pretendem apresentar um documento contendo dez propostas de cooperação bilateral voltadas ao enfrentamento de crimes transnacionais, incluindo medidas relacionadas ao combate à lavagem de dinheiro, tráfico de armas e fortalecimento da troca de informações entre os dois países.

A movimentação ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar que pretende enquadrar as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi formalizada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e está inserida na estratégia americana de combate ao crime organizado internacional.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado posição contrária à classificação. A avaliação oficial é que PCC e CV devem continuar sendo tratados como organizações criminosas, e não como grupos terroristas, entendimento que o Executivo brasileiro afirma estar alinhado à legislação nacional e ao conceito jurídico atualmente adotado pelo país.

Autoridades brasileiras também argumentam que a cooperação internacional pode ser ampliada sem alteração da classificação jurídica das facções. Entre os pontos defendidos pelo Brasil estão ações coordenadas de inteligência, combate ao financiamento ilícito e operações conjuntas contra redes criminosas.

O tema ganhou repercussão diplomática após integrantes do governo brasileiro afirmarem preocupação com possíveis impactos econômicos, jurídicos e de soberania decorrentes da decisão norte-americana.

Até o momento, não há anúncio oficial de mudança na posição dos Estados Unidos.


Fontes: Reuters / UOL Notícias