Comissão do governo Lula viaja aos EUA para discutir classificação de PCC e CV e apresentar propostas de cooperação
Grupo de parlamentares brasileiros pretende apresentar documento com sugestões de ações conjuntas contra o crime organizado e defender posição brasileira sobre o tema
03/06/2026 18:23
Prime News
Uma comissão ligada ao governo brasileiro iniciou agenda nos Estados Unidos para dialogar com autoridades norte-americanas sobre segurança pública e cooperação internacional no combate ao crime organizado, em meio à decisão dos EUA de classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Segundo informações divulgadas por veículos nacionais e internacionais, representantes brasileiros pretendem apresentar um documento contendo dez propostas de cooperação bilateral voltadas ao enfrentamento de crimes transnacionais, incluindo medidas relacionadas ao combate à lavagem de dinheiro, tráfico de armas e fortalecimento da troca de informações entre os dois países.
A movimentação ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar que pretende enquadrar as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. A medida foi formalizada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e está inserida na estratégia americana de combate ao crime organizado internacional.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado posição contrária à classificação. A avaliação oficial é que PCC e CV devem continuar sendo tratados como organizações criminosas, e não como grupos terroristas, entendimento que o Executivo brasileiro afirma estar alinhado à legislação nacional e ao conceito jurídico atualmente adotado pelo país.
Autoridades brasileiras também argumentam que a cooperação internacional pode ser ampliada sem alteração da classificação jurídica das facções. Entre os pontos defendidos pelo Brasil estão ações coordenadas de inteligência, combate ao financiamento ilícito e operações conjuntas contra redes criminosas.
O tema ganhou repercussão diplomática após integrantes do governo brasileiro afirmarem preocupação com possíveis impactos econômicos, jurídicos e de soberania decorrentes da decisão norte-americana.
Até o momento, não há anúncio oficial de mudança na posição dos Estados Unidos.

Fontes: Reuters / UOL Notícias
