Caso Henry: promotoria classifica Jairinho como “psicopata” e Monique como “narcisista” durante julgamento
Julgamento pela morte de Henry Borel chega ao décimo dia e já é considerado o mais longo do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro em 18 anos
03/06/2026 14:57
Prime News
O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho) e de Monique Medeiros entrou em seu décimo dia nesta quarta-feira (3), marcando um dos momentos mais aguardados do processo que apura a morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021.

Durante a fase de debates no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, o Ministério Público concentrou sua argumentação em aspectos comportamentais atribuídos aos réus. Em sustentação oral, a promotoria descreveu Jairinho como um “psicopata” e classificou Monique como uma pessoa com traços “narcisistas”, defendendo que ela teria ignorado sinais de violência contra o filho para preservar a relação que mantinha com o então parlamentar.
Segundo a acusação, as conclusões apresentadas ao Conselho de Sentença foram baseadas em depoimentos, laudos e elementos reunidos ao longo do processo. O Ministério Público também reforçou que os jurados devem fundamentar sua decisão exclusivamente nas provas constantes nos autos, sem influência da repercussão pública do caso.
Jairinho e Monique respondem perante o júri por acusações relacionadas à morte de Henry Borel. Entre os crimes atribuídos aos réus estão homicídio qualificado, além de outras acusações que foram incorporadas ao andamento do processo em decisões anteriores da Justiça. Ambos negam as acusações por meio de suas defesas.
O julgamento também entrou para os registros recentes do Judiciário fluminense por sua duração. De acordo com o acompanhamento do caso, o processo já é considerado o mais longo do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro desde a atualização das regras do procedimento, em 2008.

Fontes: Jovem Pan / Rádio Itatiaia / CNN Brasil / Band
