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Durigan deve conversar com secretário do Tesouro dos EUA após avaliação sobre PCC e Comando Vermelho

Ministro da Fazenda afirma que governo brasileiro reúne informações sobre decisão americana e avalia possíveis impactos para bancos, empresas e o sistema financeiro nacional

Durigan deve conversar com secretário do Tesouro dos EUA após avaliação sobre PCC e Comando Vermelho
Durigan deve conversar com secretário do Tesouro dos EUA após avaliação sobre PCC e Comando Vermelho (Foto: Reprodução)

Prime Notícias


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (1º) que pretende discutir com autoridades dos Estados Unidos os desdobramentos da decisão do governo norte-americano de classificar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais.



Segundo Durigan, o governo brasileiro ainda está realizando um diagnóstico detalhado da situação antes de definir uma posição oficial. O ministro declarou que mantém diálogo frequente com representantes norte-americanos e que, após concluir a avaliação técnica, levará as preocupações brasileiras ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

A principal preocupação do Ministério da Fazenda é o impacto que a medida poderá gerar sobre instituições financeiras brasileiras. De acordo com Durigan, existe receio de que a classificação amplie o poder de autoridades americanas para aplicar sanções ou restrições a bancos e empresas que eventualmente sejam associados, mesmo de forma indireta, a movimentações ligadas às facções criminosas.

Em entrevistas concedidas nesta semana, o ministro também alertou para possíveis reflexos sobre o sistema financeiro nacional, incluindo o Pix, caso instituições brasileiras sejam alvo de questionamentos ou medidas restritivas por parte do Tesouro norte-americano. O governo afirma que acompanha o tema de perto para evitar prejuízos à economia e preservar a soberania dos sistemas de pagamento do país.

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas foi anunciada recentemente pelos Estados Unidos e passou a gerar debates entre autoridades, especialistas em segurança pública e representantes do setor financeiro. O governo brasileiro busca agora compreender os efeitos práticos da medida e fortalecer o diálogo diplomático com Washington para reduzir eventuais impactos econômicos. 



Fontes: Jovem Pan / Agência Brasil / UOL/Estadão Conteúdo / Folha de S.Paulo / Reuters