Flávio Bolsonaro nega ligação entre operação policial e filme sobre Jair Bolsonaro
Polícia Civil de São Paulo investiga supostas fraudes em contrato de R$ 108 milhões envolvendo ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”
01/06/2026 17:41
Prime Notícias
O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (1º) que a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o Instituto Conhecer Brasil (ICB) “não tem nada a ver com o filme” *Dark Horse*, produção que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada após a deflagração da chamada Operação Wi-Fi Livre, que investiga possíveis irregularidades em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil. A ONG é presidida por Karina Ferreira da Gama, também proprietária da produtora Go Up Entertainment, responsável pela realização do longa-metragem sobre Bolsonaro.
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil e acompanhadas pelo Ministério Público de São Paulo, há suspeitas de fraudes no processo de contratação e na execução dos serviços relacionados ao programa WiFi Livre SP. O acordo previa a implantação, operação e manutenção de cerca de 5 mil pontos públicos de acesso à internet em comunidades da capital paulista.
As autoridades também apuram a possibilidade de desvio de recursos do contrato para outras finalidades. Entre as linhas de investigação está a análise de movimentações financeiras da ONG para verificar se parte dos recursos públicos teria sido utilizada em atividades ligadas à produção do filme *Dark Horse*. Até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual desvio de verba.
Durante agenda pública no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro rejeitou qualquer associação entre a produção cinematográfica e a investigação policial. “Não tem nada a ver com o filme”, declarou o senador ao ser questionado por jornalistas.
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça paulista em endereços ligados aos investigados. O caso segue sob apuração, e os órgãos responsáveis ainda analisam documentos e registros financeiros recolhidos durante a ação.

Fontes: UOL Notícias / Agência Brasil / CNN Brasil / Revista Veja
