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Caso Buzzi: STJ marca depoimento de mulheres que acusam ministro de assédio

Magistrado é investigado após denúncias de importunação sexual e assédio envolvendo uma jovem de 18 anos e uma ex-assessora do tribunal

Caso Buzzi: STJ marca depoimento de mulheres que acusam ministro de assédio
Caso Buzzi: STJ marca depoimento de mulheres que acusam ministro de assédio (Foto: Reprodução)

Prime Notícias


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu mais um passo nas investigações que envolvem o ministro Marco Buzzi, acusado por duas mulheres de assédio sexual. O tribunal marcou os depoimentos das denunciantes como parte do processo administrativo disciplinar que apura as acusações contra o magistrado.



O caso ganhou repercussão nacional após a denúncia feita por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro. Segundo o relato apresentado às autoridades, o episódio teria ocorrido durante uma estadia na casa de praia de Buzzi, em Santa Catarina. A jovem afirmou que o magistrado tentou agarrá-la durante um banho de mar, situação que levou a família a registrar boletim de ocorrência e buscar apoio junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Posteriormente, uma segunda denúncia veio à tona. Uma ex-assessora do gabinete do ministro relatou ter sofrido episódios recorrentes de assédio dentro das dependências do STJ entre os anos de 2023 e 2025. Segundo seu depoimento, os episódios ocorreram em diferentes ambientes do gabinete e teriam sido acompanhados de comportamentos considerados inadequados e constrangedores.

Diante da gravidade das acusações, o STJ decidiu afastar cautelarmente Marco Buzzi de suas funções enquanto as investigações seguem em andamento. Além da apuração administrativa conduzida pela Corte, o caso também é analisado pelo CNJ e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde foi determinada a abertura de inquérito para investigar possíveis responsabilidades criminais.

Em manifestações encaminhadas a colegas e à imprensa, o ministro negou todas as acusações e afirmou que pretende comprovar sua inocência ao longo dos procedimentos em curso. A defesa sustenta que não houve qualquer conduta imprópria por parte do magistrado.

Os depoimentos das denunciantes são considerados etapas importantes para a coleta de provas e para a definição dos próximos desdobramentos do processo disciplinar. O caso segue sob acompanhamento das autoridades judiciais e administrativas competentes.



Fontes: Revista Veja /  UOL Notícias / Estadão / Band Jornalismo