Governo corta R$ 23,7 bilhões do Orçamento e atinge áreas como Defesa e Educação
Bloqueio de despesas anunciado pela equipe econômica busca cumprir regras fiscais e afeta investimentos de ministérios e emendas parlamentares
30/05/2026 13:29
Prime Notícias
O governo federal confirmou um bloqueio total de R$ 23,7 bilhões no Orçamento de 2026, medida que atinge diferentes áreas da administração pública, incluindo os ministérios da Defesa, Educação, Cidades e Saúde. A contenção de gastos foi detalhada após a divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias e tem como objetivo manter o cumprimento das regras do arcabouço fiscal.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, o valor inclui um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões, somado a um congelamento anterior de R$ 1,6 bilhão anunciado no primeiro bimestre. O governo argumenta que a decisão foi necessária diante do aumento das despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários e outros compromissos legais da União.
Entre os setores mais impactados estão a Defesa e a Educação, que terão parte dos recursos discricionários — destinados a investimentos e custeio de programas — temporariamente restringidos. Além dos ministérios, as emendas parlamentares também sofreram redução significativa, com cerca de R$ 4,9 bilhões bloqueados.
A equipe econômica afirma que a medida não representa um contingenciamento por queda de arrecadação, mas sim um bloqueio técnico para adequar os gastos ao limite previsto pelo novo regime fiscal. O governo mantém a meta de superávit primário para 2026 e sustenta que o ajuste é necessário para preservar a credibilidade das contas públicas.
Especialistas, no entanto, alertam que cortes em áreas estratégicas podem afetar projetos de infraestrutura, educação e defesa nacional, além de reduzir a capacidade de investimento do Estado em um momento de desafios econômicos e sociais.
O detalhamento completo dos valores destinados a cada pasta foi publicado em decreto oficial e deverá orientar a execução orçamentária dos ministérios até uma eventual revisão das projeções fiscais ao longo do ano.

Fontes utilizadas:
- Agência Brasil
- Ministério do Planejamento e Orçamento
- UOL Economia
