Mineradora inaugura centro de pesquisa e processamento de terras raras em MG
Com 5 mil m², unidade é uma das maiores do tipo no mundo fora da China, com capacidade para processar 100 quilos de minério por hora.
28/05/2026 17:30
| Atualizado há 1 Semana atrás
A mineradora Viridis Mining & Minerals inaugurou nesta quinta-feira (28) o seu Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), em Poços de Caldas (MG).

De acordo com a empresa, a unidade, instalada em área de 5 mil m², no Distrito Industrial, é uma das maiores plantas-piloto do gênero no mundo fora da China e vai aprimorar o desenvolvimento do Projeto Colossus, que inclui uma mina de 373 hectares no município.
A mineradora investiu R$ 25 milhões na planta. A área tem capacidade para processar 100 quilos de minério por hora e produzir até 2.920 quilos de carbonato misto de terras raras por ano. A instalação deve gerar mais de 100 empregos diretos e indiretos, incluindo a contratação de técnicos, pesquisadores e profissionais de laboratório, de operação e de gestão.
O CPTR conta com uma estrutura que permite testar, validar e aperfeiçoar as tecnologias que serão aplicadas na futura operação comercial da companhia, prevista para 2028.
Também ajudará a avançar em protocolos ambientais, processos de segurança operacional e iniciativas junto às comunidades e aos órgãos reguladores, contribuindo para reduzir os riscos do projeto e avançar nas etapas do licenciamento ambiental.
Segundo a Viridis, o CPTR também terá um papel estratégico na formação de mão de obra especializada e abrirá espaço para parcerias com universidades e instituições de ensino, criando oportunidades de pesquisas aplicadas e de formação de profissionais.
"O cunho principal dessa planta é tecnológico e científico, para demonstrar que a gente tem capacidade de produzir um produto de alto valor agregado, para aperfeiçoar o nosso processo e para formar mão de obra", afirma o diretor-executivo da Viridis, José Marques Braga Junior.
Para o diretor da Invest Minas, Ronaldo Barquette, a nova planta piloto representa um salto para Minas Gerais.
"Consolida Minas Gerais como protagonista dessa transformação do cenário global de processamento de minerais estratégicos. Nós não temos minerais portadores de futuro, nós temos minerais portadores de presente. A revolução está aí acontecendo com os minerais críticos, com as terras raras, e nós precisamos estar junto com o desenvolvimento mundial", afirmou.

Por g1 Sul de Minas
